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FORD INVESTE 900 MILHÕES DE EUROS EM GENK

Lisboa, 15 de Fevereiro de 2002 - A Ford acaba de anunciar a sua intenção de transformar a sua fábrica de Genk, na Bélgica, numa unidade fabril dotada de elevados níveis de sofisticação e flexibilidade. Dos planos da companhia faz parte um investimento na ordem dos 900 milhões de Euros, prioritariamente destinados à adopção de um sistema de produção flexível, que permitirá a fabricação simultânea de pelo menos quatro novos modelos, entre os quais as próximas gerações do Ford Focus e do Ford Mondeo, bem como da monovolume que sucederá à actual Ford Galaxy.

A capacidade da fábrica aumentará para 450.000 unidades/ano, correspondentes a três turnos de produção. Os novos modelos serão introduzidos a partir de 2004 e pemitirão à unidade fabril uma oportunidade de assegurar o seu futuro a longo prazo.

Os detalhes inerentes à implementação deste processo serão concluídos após uma aturada consulta com os representantes dos empregados.

"A adopção de uma produção fléxivel é um processo-chave na nossa Estratégia de Transformação Europeia", afirmou David Thursfield, Chairman e CEO da Ford Europa. "A possibilidade de contarmos com infraestruturas dotadas de um grau de flexibilidade que lhes permita uma rápida transição de produção entre modelos irá proporcionar-nos uma maior facilidade de resposta à procura dos clientes, ao mesmo tempo que mantemos a nossa capacidade de produção a funcionar em pleno".

"Ao melhorarmos o nosso grau de resposta às solicitações dos clientes, ao mesmo tempo que mantemos elevados padrões de eficiência operacional, estamos a aplicar uma fórmula vencedora a todos os níveis", acrescentou.

A adopção de um sistema de produção flexível está já a funcionar em Colónia, está em vias de instalação em Valência e encontra-se planeado para Saarlouis. A sua aplicação em Genk significará que todas as quatro principais fábricas da Ford no continente europeu terão uma capacidade operativa totalmente flexível.

Em contraste, o sistema actualmente implementado em Genk conta com dois processos de produção distintos para os modelos Transit e Mondeo, em que se duplicam recursos, se restringe a oportunidade inerente à passagem do processo de produção para as linhas mestras do processo denominado de lean production, ao mesmo tempo que se compromete a flexibilidade operativa.

Não seria, por isso, possível a introdução de um sistema flexível, capaz de permitir a construção de veículos tão radicalmente diferentes como a Transit e o Mondeo lado a lado com as outras linhas de produção de modelos propostas para a fábrica. Assim sendo, a intenção passa por transferir a produção da Transit de Genk para a recém-inaugurada fábrica de veículos comerciais Ford Otosan, na Turquia, permitindo a Genk ocupar-se da sua nova vertente como fábrica flexível de alto rendimento e alta sofisticação técnica para automóveis de passageiros. Recorda-se que a Ford Otosan é uma joint-venture estabelecida entre a Ford e o Koc Group. Southampton manter-se-á como a segunda fonte de produção para o modelo Transit.

"As novas propostas para Genk permitem-nos ter uma perspectiva de um futuro assegurado para uma fábrica-chave para a Ford na Europa", referiu Jan Gijsen, responsável da unidade fabril de Genk. "Temos agora que trabalhar em conjunto para a implementação destas mudanças, que irão tornar a nossa fábrica numa das melhores no âmbito da indústria automóvel na Europa".

"Estão já a decorrer as negociações com as organizações representantes dos trabalhadores de Genk, através de um denominado 'Masterplan' que se destina a melhorar significativamente os níveis de eficiência da fábrica. Este plano consiste de uma série de acções que levarão à obtenção dos requisitos inerentes às melhorias que se pretendem estabelecer, incluindo a necessidade de operar com recurso a um menor número de efectivos", acrescentou.

"Com o novo plano serão necessários menos efectivos para atingir os níveis de eficiência designados, mas a nova fábrica garante a protecção de 1.000 empregos que, de outro modo, estariam em risco, significando que os cortes de efectivos puderam ser reduzidos de 2.400 para 1.400", concluiu.

Pretende-se que esta redução seja conseguida através de saídas voluntárias ao longo dos próximos dois anos. Para ajudar neste processo, será desenvolvido em conjunto com os representantes dos empregados um compreensivo programa de apoio.

Genk é igualmente um importante utilizador de componentes obtidos a partir dos fornecedores instalados no parque idustrial adjacente à fábrica, oriundos de outros pontos da Bélgica ou mesmo para além das suas fronteiras. Os planos de estabilidade futura da fábrica de Genk agora anunciados são, igualmente, boas notícias para estes fornecedores. Enquanto irão existir alterações decorrentes das diferentes necessidades em termos de componentes e sistemas para os futuros modelos ali a produzir, a expectativa é a de que os requisitos da renovada fonte de produção belga atinjam, pelo menos, o actual volume de compras inerente ao parque industrial de Genk.

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